Pensei em vir falar no blog porque é um filme bem diferente, que trabalha com uma temática muito utilizada em diversos filmes, mas que é abordada de uma forma diferente.
O diretor utiliza diversos recursos de filmagem e linguagem, para termos a mesma sensação que os habitantes de Dogville têm ao viver lá. Uma das coisas mais interessantes, é que o Lars Von Trier, ao mesmo tempo que retrata a realidade, ele está o tempo todo nos certificando de que aquilo é apenas a representação, e não a realidade em si. Essa metalinguística não é óbvia, o que deixa o filme muito mais interessante.
Confesso que o filme cansa bastante, ele é bem longo...mas faz parte de um dos recursos usados para nos dar ideia de lentidão, monotonia.
Enfim, achei legal falar aqui para os interessados, porque é muito interessante a utilização dos recursos para esse filme (e a ultima cena é a mais incrível e legal de todas).
Bom, como eu fiz a análise desse filme para a aula, quem quiser conversar mais comigo pode ser pelos comentários ou por email mesmo :)
BEIJOS NEMISTAS, sinto falta desse grupo tão incrível.
PS: mudei mais uma vez o layout, me desculpem...
Finalmente um post!!!
ResponderExcluirAgora, comemorações à parte, nunca vi Dogville, mas tenho curiosidade. Só pela ousadia do Lars von Trier de não usar cenários, e sim um palco riscado a giz.
p.s.: o layout combinou muito bem com o blog, ele só poderia ser um pouco mais coloridinho. Mas tá ótimo!
http://anima-vita.blogspot.com
Vale a pena viu :D
ResponderExcluirHaha, pra voce ver, a unica que ainda posta aqui nem no santa estuda mais! Postem mais Nemistas, isso é essencial :D
Adriano nos disse que é a senhorita que tem de nos adicionar como autores! HAHAHAHA
ResponderExcluirEle tem esse poder tambem, ele é admin aqui...avise-o. Haha :)
ResponderExcluirEstamos aqui Aninha, pedi no Nemis passado para ele ver como fazia para a gente poder postar, provavelmente ele vai te passar uma lista de e-mails pra vc nos adicionar. :)
ResponderExcluirMas estamos aqui!
Vai entrar pra minha fila de espera de indicações pra assistir, beijinhos GALERA toda!
Mas ele pode aceitar tambem...ele é admin do blog!
ResponderExcluirFinalmente eu vi "Dogville", e é ótimo! Um dos melhores filmes que já vi!
ResponderExcluirAs questões levantadas são muito relevantes e intrigantes, a linguagem utilizada e a ausência de cenário tornam a coisa toda uma experiência alternativa muito bacana, nem um pouco parecida com os filmes que estamos acostumados.
Apesar de achar que o filme foi um pouco mal editado (os cortes de câmera eram estranhíssimos, na minha opinião), o roteiro compensa tudo. No final das contas, o espectador pensa em mil coisas ao mesmo tempo sem chegar a conclusão alguma, e isso é raro em um filme.
Simplesmente genial.
Fala galera!
ResponderExcluirMeu nome é Renata e vcs não me conhecem (apenas o adriano).
Bati "NEMiS" no google para ver o que dava e encontrei o blog.. que legal!!!!
Só pra me identificar: eu sou uma das batalhadoras que fundou o grupo, mas isso não é o que importa de verdade... O que importa é que ele continua de pé, ativo e o melhor: produzindo!
E isso é mérito de todos nós: os que fundaram, os que passaram e os que continuaram...
Sim, Dogville é incrível! Ele faz parte da lista de filmes criados a partir do Dogma95 - um bando de regras que o Trier e o T. Vintenberg inventaram. São condições para fazer cinema!
Para os interessados em cinema, vale ler a respeito..
Um abraço a todos e levantem essa bandeira, que isso é muito importante!!
Renata
Renata, eu já li a respeito do Dogma 95. A ideia é interessante, apesar de meio absurda.
ResponderExcluirMas Dogville, até onde eu sei, não respeita todos os preceitos do Dogma. Acho que ele só respeita a parte de não ter cenários e algumas outras coisinhas. Dogville, por exemplo, já utiliza de iluminação artificial, que é expressamente proibida no manifesto.
Não me lembro bem, mas o único filme do Von Trier que realmente respeita tudo que o Dogma propõe é Os Idiotas.
De qualquer forma, respeitando o Dogma ou não, Dogville é um filmaço impressionante. Von Trier queria chocar... e conseguiu com maestria.