domingo, 20 de novembro de 2011

Videodrome - A Síndrome do Vídeo

Como o atual tema de discussão de nosso grupo trata de redes sociais e suas implicações, nada mais justo do que falar um pouco sobre esse filme tão cheio de questões. Na história, somos apresentados a Max Renn, administrador de uma emissora de TV a cabo que exibe conteúdo, em geral, associado à violência e á pornografia. Após ter contato com uma transmissão pirata, de origem desconhecida, chamada Videodrome, Max passa a sofrer de alucinações que, aos poucos, vão alterando sua noção de realidade. O filme (EUA/Canadá, 1983) serve como uma espécie de catalisador à teoria de Marshall McLuhan, que acreditava que a televisão ajudaria no estabelecimento de uma aldeia global que reuniria todo o mundo em uma única consciência coletiva, capaz de disseminar padrões comportamentais e sancionar uma ampla cultura de consumo. Bem, como se pode notar, não foi exatamente a tevê que formou tal pensamento, mas a Internet, em especial as redes sociais -- Twitter, Facebook e outros --, vem favorecendo o imediatismo da informação e a globalização de hábitos e ideias. De qualquer forma, o longa de David Cronenberg (que também dirigiu "Scanners - Sua Mente Pode Destruir", o remake de "A Mosca" e o mais recente "Marcas da Violência") funciona como idealização de como ocorre essa mudança comportamental nas pessoas, independendo da mídia, e preconiza a real formação da tal "aldeia global" e uma transformação em nosso conceito de realidade. Um ótimo filme para refletir e se chocar. Fica a dica!

domingo, 16 de outubro de 2011

"A mente bebe cada vez menos..."

No livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, a sociedade não lê mais, ficando à mercê do controle exercido por um governo totalitário. Em determinado momento da história, há a explicação sobre como as coisas chegaram àquele ponto. As pessoas passaram a ler os resumos em vez de ler os livros. Depois, passaram a ler os resumos dos resumos, e depois os resumos dos resumos dos resumos. Assim, "a mente bebe cada vez menos..." Uma mente preguiçosa é um convite ao controle exercido por outros. Além de que uma mente apática não permite a seu dono viver com toda a intensidade que a vida nos permite.
Infelizmente, a impressão que tenho é de que a grande maioria dos adolescentes quer pensar cada vez menos. Quanto menos puderem fazer, melhor. A regra não muda: quanto menos você usa algo, mais aquilo se atrofia. É verdade com músculos, é verdade com a mente. Nunca, desde que o NEMiS foi fundado, em 2004, entraram tão poucos alunos da 1ª série. Na verdade, há apenas uma aluna. O que será do nosso grupo no futuro próximo? Terminará por falta de gente querendo refletir, pensar, discutir, questionar? Pior: será que a tendência é que as novas turmas queiram pensar cada vez menos? Se assim for, o término do NEMiS será o menor dos problemas, numa sociedade em que as mentes têm cada vez menos sede...

domingo, 11 de setembro de 2011

Que mudanças trazem as redes sociais?

Começamos um novo semestre com um novo enfoque: as redes sociais. Utilizando uma imagem que não é nova (Gus Van Sant, entre outros, já se serviu dela), creio que as redes sociais da internet (RSIs) são um elefante em nossa sala de estar - não há como (ou não podemos) ignorá-las. E elas significam muito mais do que a grande maioria de nós imagina. As transformações anunciadas por elas serão intensas e duradouras, talvez nos levando a uma nova era não só em termos de relações sociais, mas também no que se refere a um novo ser humano. Exagero? Daqui a alguns anos conversaremos.
Por enquanto, esse é o nosso principal objeto de estudo no NEMiS. A frase de Marshall McLuhan nunca foi tão verdadeira: "O meio é a mensagem."

terça-feira, 19 de abril de 2011

DOGVILLE

Assisti para a aula de Teoria da Comunicação, um filme que se chama Dogville. Não sei se vocês já ouviram falar, mas é com a Nicole Kidman e dirigido pelo Lars Von Trier.
Pensei em vir falar no blog porque é um filme bem diferente, que trabalha com uma temática muito utilizada em diversos filmes, mas que é abordada de uma forma diferente.
O diretor utiliza diversos recursos de filmagem e linguagem, para termos a mesma sensação que os habitantes de Dogville têm ao viver lá. Uma das coisas mais interessantes, é que o Lars Von Trier, ao mesmo tempo que retrata a realidade, ele está o tempo todo nos certificando de que aquilo é apenas a representação, e não a realidade em si. Essa metalinguística não é óbvia, o que deixa o filme muito mais interessante.
Confesso que o filme cansa bastante, ele é bem longo...mas faz parte de um dos recursos usados para nos dar ideia de lentidão, monotonia.
Enfim, achei legal falar aqui para os interessados, porque é muito interessante a utilização dos recursos para esse filme (e a ultima cena é a mais incrível e legal de todas).
Bom, como eu fiz a análise desse filme para a aula, quem quiser conversar mais comigo pode ser pelos comentários ou por email mesmo :)

BEIJOS NEMISTAS, sinto falta desse grupo tão incrível.

PS: mudei mais uma vez o layout, me desculpem...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Não poderia ser diferente. Reunião pós-Oscar só poderia ter como tema as premiações da Academia. A minha impressão é de que o tom da reunião foi de desabafo, já que falamos bastante sobre o conservadorismo da Academia (aquele monte de velhinhos tomando chá e votando nos melhores filmes... Brincadeira). Eu, pessoalmente, adoraria que filmes mais ousados, como A Origem e Cisne Negro vencessem. Terei de esperar o próximo ano.
Interessante, mas não surpresa, que o NEMiS e as aulas do curso de Cinema como Prática Social aproximem-se bastante de vez em quando. Até porque há integrantes do NEMiS que também fazem a matéria do currículo diversificado. Na próxima aula do curso, analisaremos A Dama na Água, filme que já foi objeto de estudo de um CINEMiS.

Até a próxima.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A proximidade da entrega do Oscar parece ter embalado a reunião do NEMiS na segunda-feira. Ficamos bastante tempo falando sobre Cisne Negro, não foi? Belíssimo filme na minha opinião. Como neste semestre o tema principal do nosso grupo ainda é o cinema, embarcamos no filme doAronofsky. Fica aqui a sugestão para quem quer sair um pouco (ou muito) perturbado do cinema. É essencialmente isto que eu espero de um filme: que de alguma maneira mexa comigo. A pior experiência é ir ao cinema e sair da sessão como se não fizesse diferença ter visto aquela história.
Também foi interessante o vídeo Tarantino's Mind, que o Gabriel Toledo postou aqui no blog. Para quem assistiu às obras citadas (eu vi quase todos), realmente faz sentido. O Tarantino sem dúvida criou uma rede de conexões entre seus filmes. Mas acho que não todos, pois não vejo como Bastardos Inglórios se encaixa nessa teia...

Abraços.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tarantino's Mind